21 de novembro de 2011

Entrevista: Literatura Infantojuvenil.

Boa tarde, pessoal. Há algumas semanas, nós recebemos uma proposta de fazer uma entrevista com alguém que tenha conhecimento relacionado ao tema do blog. Como abordamos principalmente o universo literário e cinematográfico, convidamos a Profa. Deise Biazon, da UniSantos, para responder nossas perguntas sobre um gênero literário que ocupa um grande espaço nas prateleiras: o gênero Infantojuvenil.

1. A literatura infantojuvenil vem ganhando destaque cada vez mais nos dias hoje. Na sua opinião, quais os objetivos e características este gênero literário?

Na minha opinião, a autêntica literatura infantil e juvenil não deve ser feita essencialmente com intenção pedagógica, didática ou para incentivar hábito de leitura. Este tipo de texto deve ser produzido pela criança que há em cada um de nós. Assim o poder de cativar esse público tão exigente e importante aparece. O grande segredo é trabalhar o imaginário e a fantasia da criança e dos adolescentes.
As características principais das obras de literatura infantil são textos escritos em uma linguagem simples, apresentando um fato ou uma história de maneira clara; presentam um  caráter didático, ensinando ao jovem leitor regras da sociedade e/ou comportamentos sociais; possuem mais diálogos e diferentes acontecimentos, com poucas descrições; crianças são os principais personagens da história; possuem um final feliz, na maioria das histórias; e muito ilustrudas.
As características principais das obras de literatura juvenil são textos escritos com temas de interesse ao jovem adolescente, muitas vezes controversos, como sexo, violência, drogas, relacionamentos amorosos; personagens, especialmente protagonistas, da mesma faixa etária dos leitores; podem possuir imagens e fotos, mas não necessariamente; e são basicamente constituídas de texto.

2. Quais autores de literatura infantojuvenil deveriam ser estudados?

Penso que um estudo sobre este gênero para ser completo deveria ser iniciado com os clássicos da literatura infantojuvenil, Charles Perrault, Irmãos Grimm e Hans Christian Andersen, e seguido com os escritores Monteiro Lobato, Ziraldo, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Ângela Lago, Cecília Meireles, José Paulo Paes, Sidônio Muralha, Lygia Bojunga Nunes, Ricardo Azevedo, Bartolomeu Camp os Queirós, Pedro Bandeira e Ricardo da Cunha Lima.

3. Esse tipo de literatura deveria ser mais divulgado a ponto de se tornar mais conhecido?
Atualmente, há uma grande divulgação devido aos interesses comerciais das editoras. O apego e o gosto pelos livros são desenvolvidos no ambiente familiar e escolar. O papel dos pais e do professor é fundamental na formação dos futuros leitores, mesmo sabendo que não é uma tarefa fácil.

4. O que é positivo e o que é negativo nesse tipo de literatura?

O aspecto positivo, nesse tipo de literatura, é despertar o gosto e o interesse da leitura em crianças e adolescentes. O negativo, infelizmente, é o preço dos livros.

18 de novembro de 2011

Priorização.

Atualmente, vivemos em uma sociedade que, infelizmente, ter é melhor que ser. As pessoas estão cada vez mais doentes, por terem que estar dentro do ‘padrão’ imposto por essa maneira de sobreviver, de alcançar as metas definidas, de se ter um corpo perfeito ou de se comprar o computador mais moderno, entre outras cobranças.
Poderíamos ficar aqui definindo o que é mais importante ou o quanto as pessoas inverteram os valores. O que seria mais produtivo (e é o que devemos fazer) é nos preocupar para mudar ou melhorar a maneira de se pensar o que é mais importante, com o que realmente ficamos felizes.
Há três dias foi transmitido, na Rede Globo de Televisão, o esporte que está crescendo muito: o UFC (Ultimate Fighting Championship), em que as pessoas lutam e ganham milhões ou bilhões de reais em cada vitória.
Entretanto, não nos aprofundaremos muito nesse esporte, mas na relevância que ele tem nos dias atuais para milhões de espectadores, pois representa mais uma forma da mudança de valores da sociedade.
Com a supervalorização do UFC, acontecem muitos casos de suborno e corrupção dentro e fora do ringue, há acusações de que lutas foram compradas e vitórias foram vendidas, as coisas realmente mudaram: não se luta por mostrar a capacidade, o resultado do treino é mais importante do que se ter o dinheiro. Vende-se até a força!
Agora, pensemos da seguinte forma: por que as pessoas se preocupam tanto com o dinheiro, e o utilizam da pior forma possível? A resposta é simples, porque não há priorização. É exatamente isso, as pessoas chegaram ao ponto de não conseguirem definir qual é a prioridade, e o que não é.
E com essa informação podemos entender a verdadeira inversão de valores, que acontece quando alguém substitui a presença ou sua capacidade por números, ou notas melhor dizendo. Mas o real foco desse artigo é a definição da prioridade na vida das pessoas, mas não é só das pessoas que têm muito dinheiro ou lidam diretamente com essas decisões mais difíceis, e sim daquelas pessoas que convivemos, como familiares, vizinhos, conhecidos. Precisamos mostrar que o que importa é a alegria, o sorriso, a felicidade de cada um, devemos pensar que temos milhões de motivos para reclamarmos e sempre destacamos esses, mas temos muito mais motivos para sermos felizes; como o contato com a natureza, a facilidade de relacionamento, e até a capacidade de mudança de comportamento, de novas formas de pensamentos e de atitudes.
Portanto, vamos nos preocupar em quanto feliz está essa pessoa próxima de nós e não no que ela tem e nós não temos. Se procedermos assim, muitas coisas que parecem sem solução podem nos revelar uma nova forma de ver. Você enxerga um copo meio cheio ou um copo meio vazio? Só depende de você!