18 de novembro de 2011

Priorização.

Atualmente, vivemos em uma sociedade que, infelizmente, ter é melhor que ser. As pessoas estão cada vez mais doentes, por terem que estar dentro do ‘padrão’ imposto por essa maneira de sobreviver, de alcançar as metas definidas, de se ter um corpo perfeito ou de se comprar o computador mais moderno, entre outras cobranças.
Poderíamos ficar aqui definindo o que é mais importante ou o quanto as pessoas inverteram os valores. O que seria mais produtivo (e é o que devemos fazer) é nos preocupar para mudar ou melhorar a maneira de se pensar o que é mais importante, com o que realmente ficamos felizes.
Há três dias foi transmitido, na Rede Globo de Televisão, o esporte que está crescendo muito: o UFC (Ultimate Fighting Championship), em que as pessoas lutam e ganham milhões ou bilhões de reais em cada vitória.
Entretanto, não nos aprofundaremos muito nesse esporte, mas na relevância que ele tem nos dias atuais para milhões de espectadores, pois representa mais uma forma da mudança de valores da sociedade.
Com a supervalorização do UFC, acontecem muitos casos de suborno e corrupção dentro e fora do ringue, há acusações de que lutas foram compradas e vitórias foram vendidas, as coisas realmente mudaram: não se luta por mostrar a capacidade, o resultado do treino é mais importante do que se ter o dinheiro. Vende-se até a força!
Agora, pensemos da seguinte forma: por que as pessoas se preocupam tanto com o dinheiro, e o utilizam da pior forma possível? A resposta é simples, porque não há priorização. É exatamente isso, as pessoas chegaram ao ponto de não conseguirem definir qual é a prioridade, e o que não é.
E com essa informação podemos entender a verdadeira inversão de valores, que acontece quando alguém substitui a presença ou sua capacidade por números, ou notas melhor dizendo. Mas o real foco desse artigo é a definição da prioridade na vida das pessoas, mas não é só das pessoas que têm muito dinheiro ou lidam diretamente com essas decisões mais difíceis, e sim daquelas pessoas que convivemos, como familiares, vizinhos, conhecidos. Precisamos mostrar que o que importa é a alegria, o sorriso, a felicidade de cada um, devemos pensar que temos milhões de motivos para reclamarmos e sempre destacamos esses, mas temos muito mais motivos para sermos felizes; como o contato com a natureza, a facilidade de relacionamento, e até a capacidade de mudança de comportamento, de novas formas de pensamentos e de atitudes.
Portanto, vamos nos preocupar em quanto feliz está essa pessoa próxima de nós e não no que ela tem e nós não temos. Se procedermos assim, muitas coisas que parecem sem solução podem nos revelar uma nova forma de ver. Você enxerga um copo meio cheio ou um copo meio vazio? Só depende de você!

Um comentário:

Unknown disse...

Excelente ponto de vista, super interessante. Adoramos
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